CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DAS COLECTIVIDADES DE CULTURA, RECREIO E DESPORTO

“Portugal precisa das colectividades” foi o mote do congresso extraordinário

26 de Março, 2022

Os delegados ao congresso extraordinário da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto encheram este sábado a Academia Almadense para debater a realidade do movimento associativo popular, rever os estatutos e apontar caminhos para o futuro.
Este importante momento para a vida do associativismo contou com a participação de dirigentes de colectividades de vários pontos do país, de Viana do Castelo a Olhão. Os trabalhos dos delegados desenrolaram-se ao longo do dia e começaram com uma avaliação da situação social do movimento associativo, onde não se deixou de lembrar todos os constrangimentos provocados pela pandemia e o papel responsável assumido pelas mais de 30 mil colectividades. A retoma associativa foi feita com segurança proporcionando às comunidades locais, actividades culturais, recreativas e desportivas que revitalizaram a economia, o convívio e as saúdes física e mental.
Entre os pontos discutidos, em cima da mesa esteve o processo de capacitação de dirigentes e entidades associativas e a importância de valorizar as capacidades de todos os que participam na vida das associações, um trabalho que tem vindo a ser aprofundado nos últimos anos pela Confederação.
A parte da tarde foi dedicada à revisão dos actuais estatutos com o objectivo de adaptar a organização aos desafios do presente. A aprovação da proposta apresentada aos delegados é fruto de um processo de profunda discussão interna com uma ampla participação que revela o carácter democrático do movimento associativo popular.
Neste congresso extraordinário, foi ainda aprovada uma resolução associativa que, para além de outros considerandos (em anexo), apela à nova Assembleia da República e ao novo governo para considerar as propostas já apresentadas de revisão da legislação associativa e as propostas entregues ao poder executivo e legislativo aquando da discussão da proposta de Orçamento do Estado para 2022, assim como apoios às colectividades no âmbito dos combustíveis, gás e electricidade.
Uma das críticas do movimento associativo foi precisamente a falta de reconhecimento e apoio financeiro regular e transparente por parte dos poderes públicos, a quem compete constitucionalmente proporcionar o acesso, produção e fruição da cultura, recreio e desporto.
Este congresso extraordinário foi o pontapé de saída de um ano em que a Confederação vai realizar um segundo congresso a 16 de Julho para eleger os órgãos sociais desta organização já com os novos estatutos em vigor.
Com cerca de 38 estruturas descentralizadas por todo o país, a CPCCRD representa as 33 mil associações, onde estão envolvidos mais de 400 mil dirigentes, e é entidade com estatuto de utilidade pública desde 1978, tendo como missão o reconhecimento e a valorização do movimento associativo, nomeadamente através da apresentação e discussão de diplomas legais adequados e justos para as colectividades de cultura, recreio e desporto.

Last modified: 26 de Março, 2022

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